Caos calado em mentes aparentemente coesas e retas. Sim e não, errado e certo. Extremos com cortes secos são o fim dos tempos, mas talvez a única bóia de salvação em meio a esse oceano que nos rodeia. A nossa ilha.
Há minutos atrás descobri algo em minha certeza tão cintilante até então, que fez com que a turva névoa abrisse um clarão onde apareceu um “talvez”. Algo, enfim, flexível dentre toda essa rigidez. O assustador é ler letra por L E T R A o ‘talvez não’ vindo da minha vontade.
Essas nossas doses homeopáticas de amor e cumplicidade são um oásis no meio do deserto que me parece tudo isso, mas porque a cura definitiva para a minha cama vazia não termina?
Nesses pequenos encontros, de onde saímos extasiadas de tanto amor, fico também com o gosto meio azedo: o que está acontecendo? O amor é algo tão absurdo que precisamos de rompimentos de distâncias para fazer com que ele volte a ter vida nova? ‘Talvez não’ pra mim.
A exaustão mental que isso me causa me faz por a prova tudo o que sinto, e me assusta pensar que dentro de pouco tempo posso não pensar mais nisso por pura falta de vontade. E o que eu julgo a coisa mais importante nisso tudo como ficaria? Guardado, penso. Guardado e protegido de toda essa balburdia!
Estou cansada e a um passo de dobrar a esquina e tomar outro rumo e com o passar do tempo esquecer.
Tudo isso me causa medo, medo de estar sendo traída pelo cansaço, como nos dias em que se tem muito sono e já não se compreende mais nada, mas também sinto medo de fazer diferente.
Só quero não pensar mais para ficar com a mente vazia e sem medo de mais nada.
Estou trocando tudo, abrindo mão da minha certeza e convicção por um pouco de calmaria.
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