segunda-feira, maio 26, 2008

Compra-se um conto!

Um conto para um novo conto, com tanto que não fale de amor nem de lamúrias.
Tristeza nem de longe, quanto mais de perto que parece ainda mais feia.
Pago por letras alegres de dias de sol e jogos rápidos na grama. De leitura leve, onde o sorriso brote fácil no canto da boca enquanto as pupilas percorrem as linhas.
Gírias e trocadilhos como trava línguas e descritivos exatos de lugares que me façam viajar sem nem ao menos fechar os olhos.
Conte sobre um velho avô ou uma família do interior que tenham galinhas no quintal. Ou até sobre uma roda gigante, do brilho no olho do menino e do vento no rosto durante a descida. E quando eu acabar de ler, tenha a certeza de ter feito uma ótima compra!

quinta-feira, maio 22, 2008

O que eu quero!

Eu não quero ver você cuspindo ódio. Eu não quero ver você fumando ópio pra sarar a dor. Eu não quero ver você chorar veneno, não quero beber o teu café pequeno, eu não quero isso, seja lá o que isso for! Eu não quero aquele, eu não quero aquilo, peixe na boca do crocodilo, braço na Vênus de Milo acenando tchau.
Não quero medir a altura do tombo nem passar agosto esperando setembro se bem me lembro. O melhor futuro, este hoje escuro, o maior desejo da boca é o beijo. Eu não quero ter o Tejo me escorrendo das mãos.
Quero a Guanabara, quero o rio Nilo! Quero tudo ter estrela, flor, estilo, tua língua em meu mamilo, água e sal.
Nada tenho, vez em quando tudo. Tudo quero mais ou menos quando. Vida, vida noves fora zero! Quero viver, quero ouvir, quero ver!!!

sábado, maio 17, 2008

Cronograma

Acordar tarde.
Tomar café da manhã com direito a pão na chapa.
Acompanhar minha mãe ao cabeleireiro para retocar a raiz.
Voltar para casa.
Assistir com meu pai a vitória do Corinthians por 3 x 1 pela segundona.
Cortar as unhas do pé.
Trocar o esmalte das mãos.
Falar com uma amiga.
Tomar um banho bem demorado ouvindo música boa.
Colocar um pijama confortável.
Ouvir o jornal na TV.
Papear com lindas amigas na Internet.
Assistir novela.
Combinar uma pizza.
Falar sobre o bar de ontem.
Dormir pensando: o que farei por mim amanhã?
Sensação boa essa.

sexta-feira, maio 16, 2008

Esperar o leite ferver, a chuva parar, o tempo passar, o carteiro chamar, o telefone que não vai tocar. Esperar a dor passar, o vazio encher, a música acabar.
Esperar.

terça-feira, maio 13, 2008

Exaustão

Caos calado em mentes aparentemente coesas e retas. Sim e não, errado e certo. Extremos com cortes secos são o fim dos tempos, mas talvez a única bóia de salvação em meio a esse oceano que nos rodeia. A nossa ilha.
Há minutos atrás descobri algo em minha certeza tão cintilante até então, que fez com que a turva névoa abrisse um clarão onde apareceu um “talvez”. Algo, enfim, flexível dentre toda essa rigidez. O assustador é ler letra por L E T R A o ‘talvez não’ vindo da minha vontade.
Essas nossas doses homeopáticas de amor e cumplicidade são um oásis no meio do deserto que me parece tudo isso, mas porque a cura definitiva para a minha cama vazia não termina?
Nesses pequenos encontros, de onde saímos extasiadas de tanto amor, fico também com o gosto meio azedo: o que está acontecendo? O amor é algo tão absurdo que precisamos de rompimentos de distâncias para fazer com que ele volte a ter vida nova? ‘Talvez não’ pra mim.
A exaustão mental que isso me causa me faz por a prova tudo o que sinto, e me assusta pensar que dentro de pouco tempo posso não pensar mais nisso por pura falta de vontade. E o que eu julgo a coisa mais importante nisso tudo como ficaria? Guardado, penso. Guardado e protegido de toda essa balburdia!
Estou cansada e a um passo de dobrar a esquina e tomar outro rumo e com o passar do tempo esquecer.
Tudo isso me causa medo, medo de estar sendo traída pelo cansaço, como nos dias em que se tem muito sono e já não se compreende mais nada, mas também sinto medo de fazer diferente.
Só quero não pensar mais para ficar com a mente vazia e sem medo de mais nada.

Estou trocando tudo, abrindo mão da minha certeza e convicção por um pouco de calmaria.

domingo, maio 11, 2008

Intercambio de vida

Esses dias eu estava assistindo o Programa do Jô e pensando coisas vagas. Pensei que o Jô Soares fala várias línguas, culto, com conteúdo... mas está velho! Ele vai morrer que é o inevitável de todos.
E o que ele vai deixar? Qual foi o real significado de aprender tantas coisas, de se apegar a tantos livros? Do que vai adiantar?
O tempo é nosso grande amigo e ao mesmo tempo nosso grande traidor! O tempo tudo cura, mas também passa rápido e aí paramos para pensar, o que foi que eu fiz com o meu tempo?
Nessa última semana conheci um casal que passam o tempo da sua vida viajando, conhecendo gente, vivendo! Ele é chileno e ela brasileira. Se conheceram em uma viagem pelo Chile e decidiram viajar juntos. Hoje eles estão no Brasil, pois ela está grávida e decidiu ter o bebê aqui. Eles são verdadeiros artistas, músicos, artesãos, malabaristas e acima de tudo gentis!
Eles me fizeram repensar muita coisa do meu mundinho fechado e restrito. Essa vida deles de desapego total por coisas materiais me fez pensar em como eu gasto meu tempo me ocupando de coisas tão pequenas. Fazendo uma tempestade por coisas tão banais quando na verdade o mais precioso é estar com quem se gosta e de quem gosta da gente.
Me pergunto porque perder tempo com brigas, orgulho, medos! O tempo passa, as pessoas se perdem por coisas tão pequenas que não deveriam existir.
Hoje penso no casal e vejo como posso melhorar, não tendo medo das minhas vontades e dos meus amores, mas acima de tudo, respeitando a vontade alheia.

terça-feira, maio 06, 2008

Tão Bem

Ela me encontrou, eu estava por aí, num estado emocional tão ruim, me sentindo muito mal. Cansado, perdido, fodido, sozinho, errando de bar em bar, procurando não achar.
Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia que eu experimentei uma sensação que eu quase já esquecia: de se querer bem! De se querer quem se tem!
E ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela...

Obrigada pelo carinho
dos últimos dias!!!

segunda-feira, maio 05, 2008

Tô bêbada, logo, perigosa! PQP! (dia 05/05 às 23:38hs) Ahhhhhhhhhhhhhhh

Me perder a caminho de uma entrevista: R$ 10,00 (gasolina)
Ter um dia complicadissímo após o dia de ontem: R$ 15,00 (em calmantes)
Tomar tequila de graça: NÃO TEM PREÇO!!!

Tem coisas que só suas amigas fazem pra vc!!!!!

O (re)encontro

Não queria tomar banho para a água não tirar o seu cheiro do meu corpo, mas sei que seu cheiro está dentro de mim. E não me importa para onde você foi depois de me deixar, pois sei que meu cheiro está dentro de você também. E tanto faz onde você esteja ou o que faça, nada apagará o que aconteceu ontem, por ter sido tão verdadeiro. Nada mudou para mim. Você me pediu para te esperar, mas resolvi apenas seguir a minha vida. O meu amor é o maior amor do mundo e contra isso não posso lutar. Sigo te amando e sigo meu caminho, mas com seu gosto, corpo e coração mais presente agora.

sábado, maio 03, 2008

A chama viva

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Morais
Mesmo se eu pudesse falar por milênios e em todos os idiomas não conseguiria expressar tudo o que aconteceu em meu tempo recém passado. Seria um grão de areia no meio do deserto de tão pequeno que pareceria. Falta palavra em meu vocabulário para dizer o quanto meu amor se revelou imenso e que tomou conta de todo o meu coração e alma por me perceber feliz por saber que mesmo distante de meu carinho continuas feliz.
Me transbordo em alegria lembrar que por mais de um ano tive um amor incondicional ao meu lado, gratuito e puro e por ouvir de sua boca que esse amor ainda existe e é forte.
Por ele ser forte me faz forte também, me faz pensar não na tua perda e sim em um mundo novo e uma visão nova do que é o amor.
Não espero, não esqueço e não guardo meu amor. O vivo intensamente, pois é maravilhoso poder amar alguém e saber que esse amor pode não ser vivido junto, mas é correspondido.

sexta-feira, maio 02, 2008

O casamento

“o amor tudo
cura, tudo
transforma”

Mariana

Acordar cedo no dia de semana e me levantar para preparar o café da manhã. Enquanto a cafeteira faz o trabalho dela, tomar meu banho. Colocar a roupa de trabalho e acordar você com beijinhos. Enquanto você toma seu banho, termino de colocar a mesa. Ver a porta do banheiro se abrindo e contemplar os cabelos molhados, sentir o cheiro fresco, as gostas de água escorrendo pelo rosto e molhando seu sorriso e reluzindo a luz do sol que entra pela janela.
Comeremos falando de algum sonho ou talvez de algo que aconteceu durante a madrugada, como por exemplo como você acordou no meio da noite com o peso da minha perna sobre você.
Nos despedir com um abraço forte e passar o dia falando algumas vezes pelo celular. No fim do dia chegar em casa, abrir a porta e ver um sorriso, ganhar um beijo! Conversar de como foi o dia, ouvir que o chefe foi injusto, mas que o cliente fez um elogio.
Pensaremos juntos no que fazer para o jantar, cozinhar ao mesmo tempo e fazer um carinho quando nos cruzarmos. Jantar planejando uma ida a praia e ficar hospedados naquele hotelzinho simples que aceita o cachorro. No final, enquanto você tira a mesa eu lavo a louça e depois deitaremos juntos no sofá da sala para assistir um filme na TV.
Depois enquanto eu tomo um banho e você arruma a cama... e faremos amor!
Utópico demais? Prefiro acreditar que ainda encontrarei uma pessoa para ter dias desse casamento, desse meu novo ideal de vida.

terça-feira, abril 29, 2008

A virada

Ouvir Gal Costa e Zé Ramalho na São João e uma busca sem fim por banheiros químicos ou de qualquer botequim.
O buraco lúdico que eu estava sumiu quando cheguei em frente ao Teatro Municipal iluminado como nunca vi e quando fui acolhida como parte de uma parte maior de pessoas como se sempre tivesse sido parte.
A Cidade de São Paulo é tão marcante e ficou ainda mais surpreendente quando me vi comendo um cachorro quente na guia da Rua Aurora ou tomando uma cerveja sentada no canteiro central da Av. Ipiranga. Caetano sentiria inveja de mim naquela hora, pois o que aconteceu no meu coração foi muito mais especial do que aconteceu no dele.
Em um momento me perguntei o que eu estava fazendo ali. No minuto seguinte tive a resposta: estava vivendo! E de uma maneira muito mais carinhosa do que eu poderia esperar. “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”, eu ouvi e agora vivo. O buraco ficou lá no teatro e acho que o Luiz Melodia levou junto com a sua “Magrelinha” e eu fui deixando o sofrimento pelas ruas e preenchendo o espaço dele com muito carinho, acolhimento, banheiros, cervejas e risadas, me sentindo parte de tudo.

sábado, abril 26, 2008

Sobre ter um cachorro

Se eu disser que eu era uma louca apaixonada por cachorros eu estaria mentindo. Sempre achei muito fofo, engraçadinho, mas era muita responsabilidade ter um ser dependendo de você. Ex: você não pode simplesmente viajar. Você tem que pensar se poderá leva-lo ou arrumar alguém bem carinhoso para ficar com ele.
Quando vi o Mathias pela primeira vez foi amor de cara. Com aqueles olhinhos de “gato de botas” bem pidões me olhando do banco de trás do carro vi que havia ganhado um companheiro. Ele foi o melhor presente da minha vida!
Nos últimos dias ele tem dormido cada dia mais colado em mim. Resmunga quando eu me mexo. No meio da noite ele se estica todo, me empurra com as patas e depois coloca o focinho gelado na minha barriga.
Não importa a hora que eu chego, o humor que eu esteja ele sempre faz a maior festa do mundo, como se aquela fosse a hora mais feliz.
A nova mania do Mathias agora é acordar às nove horas da manhã, pedir para descer, faz xixi, uma ronda pela casa e volta a dormir.
Quando me vê quieta ele uiva, chama minha atenção e pula no meu colo. Dá umas lambidas no meu rosto e morde minha mão querendo brincar.
Quando está entediado rói as unhas das patas, mas nunca se distrai, basta eu mexer um dedo que ele pára e me olha. Se vê que não vou a lugar nenhum volta a roer.
Ele simplesmente enlouquece quando pego a guia dele para dar um passeio. Ele late para todos e se acha o dono da rua. Quando voltamos todos os cachorros da rua estão latindo e ele andando como se não fosse com ele.
Ele está sendo meu fiel amigo e a coisa mais alegre... Meu fliho!

quinta-feira, abril 24, 2008

Overdose

Aquela exaustão depois de uma longa corrida. A falta de ar. A sensação de não ter visto nada no caminho, de um tempo que passou e não se viu.
Quando se pára, tudo isso causa um olhar sem ver, um gosto sem definição na boca. Um gosto parecido com o sangue que não escorreu da ferida invisível.
Tive uma espécie de overdose de não ter.
Perdi o meu chão e minha sanidade em um curto intervalo de tempo. Senti a sensação de uma coisa parecida com “quase morte” de sentidos e de amor próprio. Me resumi a um amontoado de nada por perder o que achei que fosse meu, mas que eu já havia perdido há muito tempo.
Enlouqueci e por um motivo que não entendo tentei enlouquecer quem eu julgava ser a responsável por eu estar passando por tudo aquilo e fazendo-a enlouquecer poderia ter o que perdi de volta. Tolo engano. Eu estava solta na buraqueira perdida e estendendo a mão para a pessoa errada me salvar. Um murro direto na minha cara vindo dessa mesma mão ao invés de me derrubar fez com que tudo parasse de girar. Todas as cores embaralhadas viraram coisas reais e eu me tornei real novamente. Vi que a mão estendida que eu lutava para pegar na verdade estava dando passos para trás cada vez que eu me aproximava e foi aí que pude ouvir as vozes que me diziam para sentir as forças das pernas e saltar para fora, pois seria o máximo que alguém naquele momento poderia fazer para me ajudar. Gritar para me ajudar, pois a mão estava cada vez mais longe apenas por querer me manter dentro do buraco por puro prazer.
Ainda estou no buraco, parada e pensando. Reunindo forças para pular num salto só para fora.
Não terei de volta o que perdi, pois definitivamente não é mais meu e prefiro pensar que nunca foi.
A mão não sei se ainda está estendida. Não vejo, pois estou olhando em outra direção... Não quero mais olhar aquela mão de novo.
Já vejo a luz um pouco mais forte vindo de fora da loucura.

domingo, março 23, 2008

A nova estação.

Estou há muito tempo sem escrever... Acho que perdi a mão pra coisa.
Mas hoje me lembrei que o verão já acabou e agora o inverno está mais próximo, e com ele as coisas mudam para mim.
O inverno traz com ele sempre mudanças. De comportamento, de idéias e muitas novidades.
Não sei qual a relação que há entre minha vida e os ventos gelados, aqueles dias perfeitos de céu azul, sol claro e muito frio, só sei que a virada de 180º sempre acontece e me sinto sempre a mais feliz das pessoas.
Quando eu era criança, tinha medo dos meses de junho e julho... Meus lábios rachados sempre traziam com eles nuvens negras carregas de maus agouros. Hoje meus lábios não racham mais e os dias claros de inverno são infinitamente melhores que os encobertos pelas pancadas de chuva do verão.
Essa eterna metamorfose que é minha vida está ativa novamente. Os dias brancos e ocos estão chegando ao fim... Estou em busca novamente. A preguiça de buscar me abala, mas não me dou por vencida e vou fundo mais uma vez para mudar.
Espero o inverno, espero as bebidas quentes e espero mais que tudo a minha primavera particular!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

“Meu amor, minha flor, minha menina
Solidão não se cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir no terno da ternura
Sexo também é bom negócio,
O melhor da vida é isso e ócio...”

quinta-feira, novembro 08, 2007

terça-feira, setembro 18, 2007

Notícias Populares

“Gheisa, acorda! Estouraram o vidro do seu carro e roubaram o seu som!”

Até agora não consigo entender como essas coisas acontecem. Cheguei tarde, deixei um único dia o carro parado na porta da minha casa e às cinco horas da manhã um sujeito se acha no direito de danificar e pegar pra ele uma coisa que me pertence. Quem deu esse direito a ele? O que passou pela cabeça dele em achar que podia fazer isso? Eu trabalho, batalho para ter as minhas coisas e fico com o prejuízo. Ele, que o único trabalho que teve foi achar algo para porrar o meu vidro, está se achando o máximo por isso.

Não consigo entender essa inversão de valores...


“Foi meu dinheiro, foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar!”

Notícias Populares
Ana Carolina

segunda-feira, setembro 03, 2007

Tá acontecendo muita coisa...muita muita coisa. Assim que tudo ficar mais calmo eu faço um compacto dos melhores momentos, mas posso já adiantar: TÔ MUITO FELIZ!!!